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JORNAL LAS PALMAS
Desde: 23/04/2004      Publicadas: 45      Atualização: 13/09/2004

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DORA KRAMER - O governo é apto para falar e inepto para fazer

Reflexo condicionado




Não é preciso muita ciência ou método para se constatar o que mostram as pesquisas de opinião desde o ano passado: a queda contínua na satisfação das pessoas com o governo eleito em 2002.
Se o ministro da Casa Civil, José Dirceu, como diz, dispõe de números diferentes - muito mais positivos - daqueles divulgados pela última rodada CNT/Sensus, isso não altera o ambiente de explícita insatisfação, nítido por toda parte que se ande.

Daí soar como mero contra-ataque a reação do ministro à pesquisa, dizendo que o governo não está preocupado, pois há 60 dias tem registros de crescimento da avaliação positiva. ''Pode perguntar ao Ibope'', recomenda Dirceu.

Pode até ser feito, mas o risco é a resposta não combinar com os fatos, tal como ocorreu em pleno curso do escândalo Waldomiro Diniz.

Formulada a pergunta ao Ibope a respeito do impacto político-eleitoral do caso, o instituto decretou: ''Impacto zero.'' E isso segundo informação do próprio governo que, tão logo recebeu o agrado em invólucro de rigor científico, tratou de divulgá-lo.

Mas vamos que haja mesmo uma pesquisa dando conta da melhoria nos índices de popularidade do presidente Luiz Inácio da Silva e de avaliação positiva do desempenho de seu governo.

Sob o aspecto substantivo, não muda rigorosamente nada. Os números servem para produzir declarações de gáudio, mas os festejos são efêmeros. Uma inversão do clima desfavorável só ocorrerá de forma consistente se puder ser sustentada em fatos.

E estes, realmente, não têm comparecido ao debate. Senão, vejamos, qual é - só uma, para não exagerar na exigência - a realização governamental que possa ser atribuída, da concepção à execução, à atual administração?

Para não voltarmos à campanha lançando mão da cobrança de velhas promessas, fiquemos com os compromissos novos assumidos já depois da posse. Nenhum deles sobreviveu ao momento em que foram expressos nas inúmeras manifestações de boas intenções contidas nos discursos presidenciais.

Nem citemos as reformas semi-aprovadas no Congresso, pois continuam em aberto, bem como as reformas política, trabalhista e do Judiciário. Dos projetos lançados ao vento, nenhum fincou-se à terra.

São ''esquecimentos'' que, obviamente, ficam registrados na mente das pessoas. Exemplo: o projeto de lei sobre os bingos, anunciado como urgente logo depois da rejeição da medida provisória no Senado.

A medida não tem grande importância para o geral da sociedade, mas o fato de ser simplesmente deixada de lado, como outras, ajuda a forjar a imagem de governo apto a falar, mas inepto no fazer.

A produção caudalosa de palavras sem resultado conseqüente, é claro, acaba minando a confiança e, com ela, a tão acalentada esperança.



Não é a dinâmica do contra-ataque, no caso de números negativos confrontados com números mais animadores, que vai provocar o avanço na confiabilidade de que tanto necessita o governo para se recuperar frente à população.

Sobre isso talvez fosse mais útil o governo refletir com serenidade, sem imprimir à discussão o caráter beligerante próprio de campanhas eleitorais, sem acreditar em fantasmas de conspirações inexistentes, deixando de lado o individualismo da briga por espaços políticos - notadamente o grupo de São Paulo, em estado de disputa aberta - e retomando aquele conceito de equipe (ou ''time'' no jargão presidencial) tão caro ao presidente logo no início de seu governo.


Ato inaugural
Além do cacoete de fazer o debate como se faz a guerra, o ministro José Dirceu não é o porta-voz ideal no quesito produção administrativa.

Há seis meses foi nomeado gerente plenipotenciário das realizações objetivas, encarregado de fazer os resultados aparecerem.

A primeira providência está sendo anunciada agora: é a criação da sala de investimentos do governo, na qual os empresários nacionais e internacionais teriam à disposição um sistema de resolução de burocracias e quaisquer entraves à realização de negócios.

O problema é que a medida já havia sido anunciada pelo presidente Lula no dia 11 de março, há mais de três meses, durante reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social.

Pelo anúncio original, ficaria sob a coordenação do vice-presidente José Alencar. Além de divulgada agora como se fosse novidade, a ''sala'' mudou de chefe e de endereço mas ninguém se sentiu na obrigação de explicar por quê.





Zero a Zero
A rigor, não há diferença entre a sanção presidencial ao salário de R$ 260 e o veto à proposta de R$ 275. Em matéria de desgaste político, o conteúdo de ambos os gestos tem o mesmo efeito.



POESIA
O AMOR - É PRECISO SONHAR
POESIA s.f. Arte de fazer versos. / Cada gênero poético. / Obra em verso, poema. / Característica do que toca, eleva, encanta. Forma especial de linguagem, mais dirigida à imaginação e à sensibilidade do que ao raciocínio. —Em vez de comunicar principalmente informações, a poesia transmite sobretudo emoções. Vejamos o poema Epigrama n.° 1, de Cecília Meireles:
A ventania misteriosa
passou na árvore cor-de-rosa,
e sacudiu-a como um véu,
um largo véu,
um largo véu, na sua mão.
Foram-se os pássaros para o céu.
Mas as flores ficaram no chão.
Pode-se dizer que isso é poesia não só pelo aspecto gráfico, mas também pelo modo como soa quando se lê o poema em voz alta: vê-se os versos distribuídos, linha por linha, e capta-se com os ouvidos o ritmo e as rimas do texto. Mas, além disso, esses versos sugerem muito mais do que dizem. Eles agitam a imaginação, trazendo à mente sensações muito pessoais, ligadas à idéia de um vento que passou.
Por sua origem e por suas características, a poesia está muito ligada à música. Ela é uma das mais antigas e importantes formas literárias. Desde tempos remotos as pessoas sentem prazer em cantar enquanto trabalham ou brincam. Os poetas antigos recitavam histórias de deuses e heróis. Eles conquistaram grandes honrarias em todas as civilizações. Nomes como T.S. Eliot, Pablo Neruda ou Carlos Drummond de Andrade merecem o maior respeito.
Ao longo do tempo, os poetas e os filósofos preocuparam-se em definir a poesia. O filósofo grego Platão classificou-a entre as artes representativas, ao lado da dança e do teatro. Para o poeta espanhol Garcia Lorca, "todas as coisas têm seu mistério, e a poesia é o mistério que todas as coisas têm". O poeta francês Mallarmé, defendendo uma outra concepção, afirmou que "a poesia se faz com palavras, e não com idéias". E, segundo T.S. Eliot, "aprendemos o que é poesia lendo poesia".
Tipos de Poesia
Os poetas têm escrit
POLITICA
COLABORADORES - FRASES IMPENSADAS- LUIS VERISSIMO
Piadas infelizes


Fernando Henrique fez uma piada no começo do seu governo (aquela do “esqueçam tudo que eu escrevi”) que o perseguiu durante oito anos. Era apenas uma piada simpaticamente autodepreciativa, pelo menos para quem estivesse disposto a entendê-la assim. Queria dizer que nenhum membro da classe teórica passa à prática sem sacrificar algumas certezas acadêmicas e que com ele não seria diferente. Mas quem já não tinha muita boa vontade com o sociólogo de esquerda virado político neoliberal tomou a frase como uma confissão pública de cinismo. Fernando Henrique continuou fazendo frases, boas e ruins, durante todo o seu mandato, o que significa que não aprendeu o que deveria ser a primeira regra para orações presidenciais: não improvisar. Se tiver que improvisar, não fazer piadas. Se quiser fazer piadas, treinar o improviso com bastante antecedência. Nunca é demais enfatizar a importância, para uma presidência estável e para a tranqüilidade geral da nação, da espontaneidade bem ensaiada.


Seria impossível aplicar a regra no caso do Lula, que gosta de improvisar e que em dois anos já superou a marca total do Fernando Henrique na modalidade piada infeliz sem barreiras. A esta altura — até porque ele não pára — já deveria existir uma certa resignação entediada na imprensa com as piadas sem preparação prévia, revisão, teste de público, redação final e aprovação pela sua assessoria de comunicação, do Lula. Todo o mundo conhece o seu jeito e sabe que ele nunca vai se enquadrar em qualquer padrão de cautela verbal. Mas repete-se a mesma reação a cada nova frase impensada e “a última do Lula” já se tornou quase uma seção fixa dos jornais. Isso quando não se sugere que a espontaneidade não é assim tão sem ensaio, que a frase foi pensada e é uma mensagem sombria: o Lula sonharia, mesmo, em ficar no poder tanto quanto um ditador africano, acha mesmo jornalista covarde, etc.. O Fernando Henrique sobreviveu aos seus improvisos p
COLABORADORES - É PRECISO OLHAR PARA FUTURO
De olho nos detalhes

Carlos Monforte (*)
Colaborador


Apesar dos pesares, o Governo Lula atravessa um bom momento. Pelo menos, na área econômica, onde a taxa de investimento é a maior em dois anos e meio, a taxa de poupança foi para 23,4% e a balança comercial continua batendo recordes, mesmo com os atropelos da venda de soja para a China e os problemas com a aftosa, que fizeram com que dois países suspendessem as importações de carne (a Rússia já voltou atrás).


Os entraves do Governo continuam sendo políticos. A base aliada no Senado ainda dá trabalho e criou-se até uma ala independente, formada de senadores amigos, mas que não querem dizer sim a tudo o que o Governo propõe. Estão nesse grupo senadores como Saturnino Braga, Cristovam Buarque e Paulo Paim, o que não é pouca coisa. São medalhões do PT e podem causar um estrago medonho se resolverem atrapalhar mais do que já atrapalham a vida de Lula.


Mas a vida política sem esses entreveros fica sem graça. Faz parte. Político é feito para desatar nó político. E ele fica satisfeito com isso. Claro que chega a determinado ponto, quando programas e projetos são bloqueados, que a situação se complica. Quando um aliado de peso, como Sarney, se indispõe com outro, que entrega na bandeja um partido inteiro, como Renan, a vida fica um inferno.


Nada, porém, que a negociação política não possa resolver. Ainda mais em ano eleitoral, quando os candidatos do PT, onde interessa, caso de São Paulo, estão cotados a meia bomba, pelo Ibope. É preciso articular a política com cuidado, para não ferir suscetibilidades nem criar fatos estranhos que possam macular aliados. A hora é de conduzir a política na ponta dos dedos.


O mais delicado é a postura do Governo diante de alguns fatos, que geralmente estão fixados na base de tudo, na infra-estrutura, mas que podem causar um mal danado, se alguma
PRIMEIRO CADERNO
Esperança - FRASE DO DIA
Aforismos sem juízo Talentos se afirmam na dificuldade. Medíocres se afundam na facilidade.
COLABORADORES - A ESPERA DE UMA UTOPIA

No futuro, só os homens-bomba serão livres

ECONOMIA
COLABORADORES - AS CONTRADIÇÕES DO DIA-A-DIA
Os bem-aventurados

“A cada dia sua agonia” é a frase mais ouvida dentro do governo. Adaptada do sermão das Montanhas quando, segundo São Mateus, capítulo 6, versículo 34, Jesus disse: “Não vos inquieteis com o dia de amanhã, pois o amanhã trará os seus cuidados. Basta a cada dia o seu próprio mal”, a frase, premonitória, virou lugar-comum num governo que se enreda em suas próprias armadilhas, num turbilhão de intrigas e disputas de poder digno de um filme de segunda categoria, tal o acúmulo de chavões que se sucedem, numa série inverossímil, mas real.

É nesse clima, que tem lugar até mesmo para o surgimento de espiões palacianos, que o governo prepara-se para uma batalha crucial como a aprovação do salário-mínimo de R$ 260 no Senado. Já houve episódios anteriores no Palácio do Planalto de espionagem. No governo Figueiredo, oriundo do SNI, descobriu-se um aparelho de escuta escondido numa parede do gabinete presidencial.

No governo de Fernando Henrique, um assessor gravou as conversas de outro, numa trama que envolvia os altos interesses de uma licitação de aviões. Mas no governo Lula aconteceu o improvável: a Abin, o órgão oficial de informações, teria subornado um assessor de um ministro palaciano para obter informações contra um outro ministro.

Na administração do dia-a-dia desse intrincado quebra-cabeça em que se transformou o governo, bem que o senador José Sarney deveria ter sido convidado para o “Arraiá do Torto”. Se lá estivesse, teria ouvido a parte do salmo de meditação “As bem-aventuranças do poder”, escrito por Frei Betto especialmente para a ocasião, onde está dito “Bem-aventurados os que governam trabalhando em equipe, fazendo da política um grande mutirão democrático”.

Talvez depois de ouvi-lo, não tivesse permitido que sua filha, a senadora Roseana Sarney, anunciasse que apresentará uma proposta de salário-mínimo equivalente a cem dólares, colocando em sério risco a aprovaç
frase do dia - Para pensar

"As palavras bonitas continuam consolando mente, mas barrigas vazias prosseguem igualmente querendo pão". Rubens Marchioni
PONTO DE VISTA
VARIEDADES - ANDANDO LADO A LADO
Ponto de Vista
Ensino e professores

Maria Ottilia Pires Lanza (*)
Colaboradora

A Revista Ensino Superior — Semesp, publicou, na última edição, um artigo do professor Sérgio Simka, sob o título: ‘‘Escrevi, apesar dos meus professores’’. Ao ler, lembrei-me de uma frase que ouvi de um diretor de escola, há vários anos, quando ainda era professora primária e tinha sob minha responsabilidade uma classe da 1ª série. Recém-formada, eu falava sobre as dificuldades que estava encontrando para alfabetizar aquelas crianças, com 7 anos, da periferia de São Paulo, em geral pertencentes a famílias de baixo nível social e econômico, sem as condições necessárias para o que eu julgava imprescindível para melhoria do rendimento escolar dos alunos.


Do alto de sua sabedoria, experiência e competência, ouvi do senhor diretor uma das maiores lições de vida e da qual nunca mais me apartei: ‘‘Professora, não se preocupe, brinque com essas crianças, de todas as formas; participe de suas conversas, das expressões que transmitem em seus desenhos; deixe que eles conversem, que se movimentem. Professora, a sala de aula é parte da vida deles: Eles precisam ‘viver’ nela para crescer. E não se esqueça: com professor, sem professor ou apesar do professor, eles vão crescer e aprender’’.


Essas palavras mágicas nortearam minhas tarefas e norteiam até hoje, como se estivessem impressas no meu cérebro. Adotei como método de trabalho, porque é comum muitas vezes, nós, professores, rotularmos aprendizagens e comportamentos como se fôssemos oniscientes e donos de todos os caminhos possíveis. Não somos! O espaço que cada educando ocupa é seu e quando interferimos, querendo impor caminhos, de alguma forma estamos atrapalhando seu desenvolvimento, tentando fazer com que ele siga a nossa trilha, quando o educador deve ser aquele que caminha ao lado d
ELEIÇÕES
COLABORADORES - Você vota no Candidato ou no Partido?

Votar pensando apenas nos candidatos levou o sistema político brasileiro a ter partidos fracos e políticos infiéis.
PARA FICAR INFORMADO - ELEIÇÕES 2004
01. Em que momento os partidos deliberam sobre coligações e escolhem seus candidatos?
A escolha dos candidatos e a deliberação sobre a formação ou não de coligação se dá por meio de convenção municipal, momento em que, de acordo com as regras internas do PRP, são formadas as alianças partidárias (que devem ser aprovadas pelo Diretório Regional) e escolhidos aqueles que irão concorrer aos cargos de prefeito, vice-prefeito ou vereador. De acordo com o que dispõe a Lei nº 9.504/97, as convenções devem ocorrer entre 10 e 30 do mês de junho.
02. Qual o órgão da Justiça Eleitoral competente para processar o registro de candidatos?
Nas eleições de 2004 o registro dos candidatos a prefeito, vice-prefeito e vereadores deve ser requerido pelo partido ou coligação perante o Cartório Eleitoral, a partir da convenção, até às 19 horas do dia 5 de julho de 2004.
03. Quando começa o prazo para os candidatos fazerem campanha eleitoral?
Começa no dia 6 de julho de 2004.
04. Quando começa e termina a propaganda gratuita no rádio e na televisão?
Começará no dia 20 de agosto e irá até 30 de setembro, ou seja, são o 45 dias anteriores à antevéspera das eleições

LINGUA PORTUGUESA
COLABORADORES - A INSPIRAÇÃO DO POSITIVISMOS
Amor, ordem, progresso

As duas palavras de nossa bandeira, ''ordem'' e ''progresso'', são de inspiração positivista. Mas, à semelhança do lema dos inconfidentes, ainda presente nas bandeiras de Minas Gerais e do Acre, não são uma citação fiel ao original.

Com efeito, Augusto Comte resumiu sua doutrina de modo diferente na primeira edição de seu Catecismo positivista: ''O Amor por princípio, a Ordem por base e o Progresso por fim''. As três palavras, fundamentos de seu sistema filosófico, foram escritas com iniciais maiúsculas.

Mais tarde, o autor deu nova redação ao lema, que ficou assim: ''O Amor por princípio, e a Ordem por base; o Progresso por fim''.

Criador de novos vocábulos - foi ele quem inventou a palavra ''sociologia'' -, justificou ''a feliz modificação, que esta manhã introduzi, a tempo, sem dúvida, na fórmula fundamental da nossa religião'', escrevendo: ''Combino o segundo termo com o primeiro; isolando o último; o que doravante deve adaptá-la melhor ao seu destino normal''.

Acrescentou ainda outros motivos: ''Enquanto eu tive de superar a insurreição do espírito contra o coração e a cisão do progresso relativamente à ordem, a forma primitiva era preferível. Mas, tendo o meu volume final preenchido assaz essas duas condições, a nova redação fará sentir melhor a constituição religiosa do positivismo, a aliança entre o amor e a fé para guiar a atividade''.

A República nasceu em berço violento. Seus obstetras estavam armados quando trouxeram a criança ao Brasil, no dia 15 de novembro de 1889. Os positivistas derrubaram, por golpe militar, um imperador que estava no poder desde o dia 7 de abril de 1831. Dom Pedro II tinha apenas 6 anos quando sucedeu ao pai, Dom Pedro I. Estava no poder há 58 anos, nove dos quais sob tutela de José Bonifácio de Andrada e Silva e de Manuel Inácio de Andrade Souto Maior, o Marquês de Itanhaém.

O pai abdicou em favor do fil
ENTENDO A NOSSA LÍNGUA - A RONDA DO DIA

José Através do Santos estava todo contente ontem na Unidade de Recuperação Gramatical. Há 20 anos preso por infringir várias leis que regem a LÍNGUA, esse humilde detento, ex-morador no bairro Sem Esperança, na rua do Desassossego, não concluiu o primário, porque, desde cedo, teve que trabalhar para comer e para ajudar em casa.

QUEM FOI
A PERGUNTA DO DIA - BIOGRAFIAS
MONTEIRO LOBATO
COLABORADORES - ADAM SMITH

POLITICA
coloaboradores - DORA KRAMER- COISAS DE POLITICA
O Parlamento na prateleira




Foram necessários um ano, cinco meses e uma derrota atípica para o governo chegar à conclusão de que não dispõe de maioria no Senado.
As dificuldades anteriores, o ambiente conflagrado, os espetáculos diários - e com elenco cada vez maior - de oposicionismo explícito na tribuna em transmissão direta pela TV Senado, a atuação risível de seus líderes e o desempenho ardiloso de seus aliados não haviam sido suficientes para ativar a perspicácia palaciana.

Isso para não falar na pura e simples aritmética das urnas, traduzida no tamanho das bancadas partidárias, e na impossibilidade óbvia de alguém sustentar maioria na unidade do PMDB - quase uma contradição em termos.

Quando uma situação sem nuance se apresentou - a derrota por diferença de 13 votos, num colegiado de 81 -, deu-se então, de público, a constatação acaciana. E, com ela, propostas de correção de rumos.

A mais falada das soluções para consertar as relações do Planalto com o Senado é semelhante à situação que a gerou no tocante à ausência de matiz. É de uma falta de sutileza ímpar.

Consiste na cooptação de senadores de partidos de oposição para legendas aliadas.

Exatamente, a senhora e o senhor ouviram bem: trata-se de aliciar - com o devido anúncio prévio - senadores partidos afora, realojando-os em partidos supostamente mais confiáveis, de forma a que, na composição global do Senado, o governo passe a exibir uma contabilidade permanente de mais de 40 votos.

Ou seja, é a formação de maioria parlamentar sob a ótica do dono de armazém: faltou mercadoria na prateleira, basta fazer a encomenda ao fornecedor, negociar preço e prazo para a recomposição completa do estoque.

O governo considera que há desequilíbrio, que as eleições não proporcionaram uma conformação conveniente ao Senado e, assim, nada mais natural que se utilizem in
coloaboradores - Fome, ideologia e tecnologia
Fome, Ideologia e Tecnologia

Consolidada
a revolução,
pacificado
o país e
relativamente estabilizada
a economia,
a vida
transcorria relativamente
bem
na China, até
que, em setembro
de 1956, no
8.º Congresso do
Partido Comunista,
o grande
timoneiro Mao
Tsé-tung resolveu
lançar o extremamente
ambicioso
2.º plano
qüinqüenal, a iniciar-se em
1958. Era “o grande salto para
frente”, no qual, entre outras
coisas, o país deveria, no
prazo de um ano, dobrar a
sua produção de aço. Em
1958, em todas as aldeias, alto-
falantes transmitiam ao
máximo volume a nova palavra
de ordem: “Todo mundo
fabricando aço!” O mandamento
incluía, realmente, todos.
Cerca de 100 milhões de
camponeses foram deslocados
da lavoura para a produção
de aço. A agricultura foi
particularmente sacrificada.
Para evitar dispersões, as terras
foram todas expropriadas
e organizadas em grandes
comunas populares. O regime
proibiu refeições em casa.
Os camponeses só podiam
se alimentar nas cantinas comunitárias
e dedicar o melhor
de seus esforços à produção
de aço, nem que fosse de
modo artesanal, no fundo do
quintal.
O resultado foi desastroso.
Não se produziu uma tonelada
sequer de aço economicamente
viável, as safras quebraram
e, no início dos anos 60, a
fome matou mais de 30 milhões
de chineses. Foi a segunda
maior tragédia da História
humana, só superada pela 2.ª
Guerra Mundial.
Em 1961, Mao
viu-se obrigado a
voltar atrás. Mas
já era tarde.
Mais do que com
a miséria, o mapa
da fome coincide
com o das
t r e s l o u c a d a s
i
ARTIGOS
A PERGUNTA DO DIA - O NOVO ANALFABETISMO
O novo analfabetismo


Até um certo momento, a capacidade de compreensão do mundo, e de nós dentro do mundo, esbarrava na falta de informações. Mais recentemente, passamos a sofrer o fenômeno oposto: excesso de informações. Nos dois casos, o que sofre é a capacidade de compreensão, de apreensão dos fenômenos que nos rodeiam, que produzem e reproduzem o mundo tal qual é e nós dentro dele. E com nossa capacidade de compreensão sofre nossa capacidade de transformação. Como resultado, nunca tivemos uma quantidade tão grande de informações disponíveis, mas nunca nos sentimos tão incapazes de compreender o mundo e tão impotentes para transformá-lo.

O segredo do conhecimento é a compreensão do que temos a ver com o mundo que criamos, mas que sentimos como alheio. Classicamente a verdade estava ligada à separação do sujeito e do objeto. A objetividade viria dessa separação. Quanto mais distantes sujeito e objeto, maior capacidade de apreensão da verdade. A contradição era identificada com a falsidade. Era a lógica da identidade que comandava a busca do conhecimento e da verdade.

A grande revolução na busca do conhecimento se deu com a inversão da natureza e do lugar da contradição, com a dialética de Hegel. A contradição, de sintoma de erro, de inverdade, passou a ser indício de captação do sentido de um fenômeno. O movimento da história se tornou inteligível e, com ele, foi recuperada a capacidade de compreensão dos fenômenos humanos na sua totalidade. O pensamento social já nunca mais foi o mesmo a partir da centralidade conquistada pela categoria da contradição.

A informação contemporânea, massificada, fragmentada, atenta contra a capacidade de compreensão da realidade como uma totalidade. Os noticiários de televisão enunciam uma enorme quantidade de informação, sem capacitar para sua compreensão, com um ritmo e uma velocidade que impedem sua assimilação e o questionamento do sentido proposto. É como se o
COLABORADORES - O MUNDO SEM ÉTICA DO SETOR PÚBLICO -ARNALDO JABOR
Roubar é um prazer quase sexual

Por que há tanto ladrão no Brasil? Ah... Miséria, falta de emprego... Mas... não é só isso. Não falo dos ladrões de galinha, que pulam janelas mordidos de cachorro. Falo do ladravaz instituído, aquele que mora dentro dos cofres públicos, que passa dias e noites estudando como burlar as leis e burocracias. Nos grandes e pequenos há, claro, o doce prazer da adrenalina. Roubar é uma aventura louca, um filme de ação, roubar é um vício secreto: poder entrar numa loja e “estarrar” um livro ou uma jóia, com o coração disparado do pavor de ser pego, e a imensa alegria do êxito de sair na rua, sem ninguém ver. No caso do ladrão da coisa pública, há o estímulo da vingança contra secretas humilhações — você se vinga dos ladrões que sempre te “roubaram”. “Ahhh... estou tirando o meu... Esses ladrões do governo roubam há séculos... antes eu que eles...” — justificam-se.

Um velho executivo me contou que já comprou um presidente da república. E foi humilhado como se fosse ele o ladrão. O presidente dera ordem para que a eterna mala preta fosse entregue dentro do próprio Alvorada. Ele foi entrando por todas as portas e ninguém lhe barrava. Já era de noite. Até que chegou na sala do presidente. Luz acesa e, lá longe, o chefe da nação, fingindo desatenção, escrevia na mesa. Olhou o velhinho com desprezo e apontando-lhe o dedo ameaçador berrou, expulsando-o: “Deixe a mala aí no chão e... retire-se!” O pobre homem se esgueirou como um cão pelo palácio e foi vomitar nos tinhorões do jardim.

No caso dos ladrões públicos, o roubo tem uma conotação até meio patriótica, pois já vi muita gente se orgulhar de não pagar imposto. “Eu? Pagar para esses vagabundos pagarem o FMI? Nunca!”. Esse é o ladrão de esquerda. Hoje, muitos pululam dentro da administração infiltrada de petistas, que vêem o governo como um palácio a ser saqueado.

Há muitos tipos de ladrões. Já conversei com alguns deles na maciota,
EDITORIAL
Esperança - NA PALMA DA MÃO DE DEUS
Ponto de Vista
‘Na palma da mão de Deus’

Neiva Pavesi (*)
Colaboradora

Dia 21 de maio, no Teatro do Sesc/Santos, tivemos o privilégio de assistir a conferência do prof. Leonardo Boff, teólogo, filósofo, humanista, quando do lançamento do projeto Público & Notório — A sociedade e a Cidadania em debate. Sua palavra deu-nos a dimensão exata da urgência da consciência planetária, da mudança de paradigmas, do nosso papel na construção de uma base social centrada na ética — o conjunto de novos valores e princípios que devem, necessariamente, nortear o destino da humanidade. Esta é uma questão de sobrevivência da espécie humana: ou nos adequamos a novos paradigmas ou morreremos por nossas próprias mãos. Não há outra alternativa, não há como deixar para depois; a hora é agora, ou melhor, foi ontem: não há mais o que destruir, é preciso construir novos valores, novas utopias em benefício do todo formado por, praticamente, 7 bilhões de seres humanos.


Somos uma só família e habitamos nesta grande casa que se chama Planeta Terra. Cada membro desta família deve ter consciência da responsabilidade do que faz porque ‘‘tudo no Universo está ligado a tudo’’. O aquecimento das águas oceânicas, do outro lado do mundo, provocou o ciclone extra tropical Catarina, no litoral brasileiro. Há os que já entenderam as novas necessidades e fazem de tudo para salvar essa sofrida humanidade que teima em ficar à beira do abismo, ao invés de dar o salto para o futuro. Tal consciência os faz portadores do conhecimento e da sabedoria que beneficiam as pessoas ao seu redor. Não esperaram a catástrofe total para compreender o quanto estamos arriscando a vida planetária pois sabem que superamos o ponto crítico e vamos para a auto-destruição: ou realizamos já um projeto planetário ou nada mais será possível. São os arautos da boa nova, como Leonardo Boff que, pela palavra, reorientam os pensamentos da humanidade para que ela se dê
o que é educação - educação

Qual será a verdeira educação que devemos receber?
ASTRONOMIA
introdução - o que é astronomia?

o que é astronomia? É uma ciência
HISTÓRIA
coloaboradores - O QUE ESPERAR DE UM MUNDO SEM LEI, SEM ÉTICA
Os pisicopata estão chegando

Tenho assistido à novela “Celebridade” com fervor. Adoro. Principalmente pelas personagens que as grandes atrizes Cláudia Abreu, Deborah Evelyn e Ana Beatriz Nogueira encarnam. Elas nos fascinam pela ausência de culpa em seus corações e mentes. Antigamente, nos romances, nos filmes, nos identificávamos com as vítimas; hoje, nos fascinamos com os cruéis. Não torcemos mais pelos mocinhos — torcemos pelos bandidos. A verdade inapelável é que os heróis dessa novela são os malvados. É um “Neo-Vale tudo”, desse autor que influenciou até o impeachment do Collor, com “Anos rebeldes”, lembram? Em “Celebridade”, reparem que os bonzinhos têm até uma certa inatualidade careta. Maria Clara foi até alvo de apelidos de “Maria Chata”, por ser muito correta, bem-intencionada. Quem nos fascina são os filhos da p... Por quê? Bem, além da genial interpretação das três atrizes, os psicopatas são nosso futuro. Eles encarnam a vida moderna, cada vez mais, pois estamos sendo pautados pela luta absurda de dois psicóticos: Osama de um lado com seu exército de estúpidos com o rabo para Deus e, do outro, a mesma coisa com Bush e seus malucos. Nossa esperança com os USA virou pó.

Antes, pensávamos: os USA são o máximo! Eles fazem “boeings”, remédios, tecnologia, satélites, eles são democratas e competentes. Bush nos fez desamparados. Como acreditar em harmonia futura, em bom senso, em arte, em cultura, em filosofia, depois dessa revolução da estupidez?

Dentro de casa, nesta era Lula, vivemos uma democracia de massas com o gigantesco aluvião de boçalidade que nos atinge. Com a crise das utopias, agravada pela decepção com o governo, com a ausência de ideologias possíveis, de sindicatos e partidos políticos, com o desemprego e o descaso pela miséria, com a exposição brutal de um escândalo por dia, de vampiros, gafanhotos, “laranjas”
LENDAS
MITO - QUESTIONAMENTOS SOBRE A ORIGEM DA VIDA!
A CONTROVÉRSIA DAS ORIGENS
------O pensamento científico dominante explica a vida na Terra pela Evolução Biológica das Espécies, o que desagrada certas religiões baseadas na Gênese Bíblica.
------Nos EUA, estados sulistas como Arkansas, Mississippi e Oklahoma, de maiores índices de racismo e subdesenvolvimento, proibiam o ensino escolar de conceitos evolutivos até os anos 60, quando a Suprema Corte concluiu ser uma violação de sua Primeira Emenda Constitucional, que proíbe a influência religosa no Estado e Educação.
------O Criacionismo, que recusa a Evolução e mantém a fé na criação divina, tentou se infiltrar no sistema educacional mas por seu caráter religioso ser ilegal passou a se articular de forma cientificista, visando ser considerado secular.
------Cientistas Religiosos aderiram à causa, os Criacionistas "Científicos" possuem títulos acadêmicos em áreas afins e tentam enquadrar dados da natureza na revelação bíblica com a "Ciência" da Criação, normalmente rejeitando também a teoria científica dominante de origem do Universo, o Big-Bang.
------Esta página pretende examinar tal movimento, que embora no Brasil não tenha a mesma força, se infiltra em comunidades religiosas em geral Protestantes, com ampla presença na Internet, e é para muitos uma Cruzada com ideais indo desde a simples divulgação ideológica à pretensão de banir o Evolucionismo dos meios acadêmicos e científicos. Não é objetivo atacar a Religião, mas demonstrar em linguagem simples, para o público leigo, a verdadeira natureza do Criacionismo, e o porquê da Evolução.


Marcus Valerio XR

MITO - CRIACIONISMO x EVOLUCIONISMO
MITOLOGIA - FILOSOFIA - TEOLOGIA - CIÊNCIA
A EVOLUÇÃO DO QUESTIONAMENTO HUMANO SOBRE AS ORIGENS



Na maior parte da história da humanidade a expressão cultural que mais se destaca é a mitologia, que entre outras coisas respondia os anseios implacáveis do Ser Humano por saber sobre os mistérios de sua origem e destino.

Posteriormente a Filosofia rompeu com o mito e apresentou novas propostas de grande racionalidade mas ainda carentes de comprovação. A Idade das Sombras obscureceu parte da Razão no ocidente, e fundindo mito com filosofia, trouxe na Teologia um novo desenvolvimento racional para a mitologia das mais bem sucedidas religiões, especialmente o Cristianismo.

Por fim a Ciência se estabeleceu como uma fonte de conhecimento mais confiável e claramente eficiente no que se refere a questões materiais. Dogmas milenares não resistiram às provas, e finalmente o Ser Humano conhecia uma resposta racionalmente aceitável para sua origem e a de toda a vida na Terra, assim como do próprio Universo.

A Teoria da Evolução é única no campo das ciências, diferente de diversas outras áreas ela não enfrentou nenhuma rival aceitável, como por exemplo as Teorias do Big-Bang que durante muito tempo disputaram a atenção da comunidade científica com as Teorias de Universo Estacionário.

A explicação disso é extremamente simples: Não há outra opção!

Até agora nenhuma outra proposta para explicar a origem das espécies, como a Geração Espontânea por exemplo, sobreviveu sequer a uma experiência controlada básica. A Teoria da Evolução é até agora, a ÚNICA explicação racional e científica que se conseguiu elaborar.

Em qualquer meio acadêmico ou científico sério, as dúvidas a respeito da realidade da Evolução não são muito maiores que as dúvidas a respeito do Heliocentrismo, ela é muito mais consensual até mesmo que as Teorias do Big Bang.

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